Destacando um assunto na foto

Não lembro se já escrevi sobre o frisson que o desfoque, famoso bokeh, tem causado atualmente na fotografia social. Me refiro, portanto aos ensaios e eventos. Mais aos ensaios.

É possível que sim, já tenha mencionado o tema antes, mas prefiro a preguiça de não voltar para nos dar a oportunidade de novas reflexões que só por ora brotam por baixo da minha careca.

Só para que fique claro, fazer um retrato de fundo desfocado é uma das melhores maneiras de dar destaque ao assunto. E eu acho bonito, mas não sou um obsessivo nessa busca por razões que já ficarão claras.

Lentes super claras, teleobjetivas e preço alto caso queira que as duas opções da frente conversem em um mesmo lugar, parecem ter se tornado a Meca na fotografia.

Mas, quero fazer um contraponto não técnico e sim reflexivo.

Se meu assunto o tempo todo está destacado, isso não o isola do meio em que escolheu para ser retratado? Posso pensar enquanto espectador de fotografias que é o meio em que ele vive ou gostaria de viver.

O quanto isso impacta na mensagem que eu quero passar naquele corpo de fotos que será formado e chamado de resultado final?

Eu não estou falando de reclamação de cliente. Entenda, não estou confabulando sobre fotografia comercial, mas sobre arte fotográfica. E arte remete à reflexão. Arte não existe fora de um meio ou contexto.

Pois continuemos.

Destacado é uma palavra ambígua. O lugar de destaque é um lugar onde se está só. Posso evidentemente falar em “grupo destacado” e isso significaria também que o mesmo grupo estaria isolado.

Penso em como conduzo um ensaio, sempre buscando uma integração total da cena. Os “atores”, as cores, o ambiente, as roupas e etc. Quem faz ensaio geralmente pensa essas coisas. Porém, quando gasto metade do ensaio destacando o assunto da cena super escolhida, metade desse trabalho foi embora. Isso falando em números absolutos, mas dentro do contexto e da história a ser contada, esse punhado de fotos pode fazer com que o clima tenha sido perdido de vez e no máximo o fotógrafo se aproxime de um editorial de moda. De onde aliás, sai muito da inspiração de poses e cenas dos fotógrafos ensaístas atuais.

Entretanto, na moda o que está a venda não é a vida da modelo e o mesmo já não pode ser dito ao ensaio. E se falo em vida, quero falar em integração, a menos que esteja tematizado algo muito bem bolado porque mesmo em caso de distopias, utiliza-se o cenário dos escombros e da desilusão ao redor para dar sentido à cena.

Tendo a certeza de não poder generalizar e colocar todos os fotógrafos, distâncias focais e aberturas de diafragma no mesmo saco, deixo aqui minha indagação.

Num mundo onde cada vez mais nos isolamos do Outro e do meio em que vivemos, deveríamos nós, artistas da imagem fotográfica, corroborar tão bem com esse isolamento?

Não seria um sutil ponto de consciência fazer exatamente o contrário? Integrar cada vez mais figura e fundo, forma e conteúdo?

Se você após gastar umas brisas na cara não concordar comigo, ok.

Mas se acabar concordando, tenho uma boa notícia para ti, você esvaziará menos o bolso na compra de uma lente, porém preencherá mais a cena de significados.

Sua foto ganhará profundidade. Certamente de campo, possivelmente de alma.

Flash – do ódio ao amor

Hoje vou falar de uma história de amor. Durante muito tempo tive problemas sérios com o flash. Dedicado, pop-up, de estúdio, flash de led do celular (ok, desse ainda não gosto). Nunca importou muito. O lance é que esse cavalo brabo me dava uma luz horrorosa. Tensa. Não fazia sentindo para mim alguém dizer que usava flash. Cara, pensava, porque não investem a grana em iluminação continua de boa qualidade? E olha que eu nem me dava conta da existência daqueles softbox de luzes contínuas. Mas me parecia um tanto mais fácil entender a luz que já aparecia na cena.

É evidente que eu caí naquela mesma casca de banana que a maioria cai, o orgulho. O movimento é bastante conhecido. Detestamos lembrar que fizemos um investimento ruim, quando temos a certeza que fizemos. E no caso do primeiro flash, acredito que 80% das pessoas pensam nisso. Percebem que o flash não vai entregar de mão beijada a luz que o seu fotógrafo favorito faz. Não basta tê-lo. Em cima da câmera é ruim, não se imagina inicialmente que se possa usá-lo fora da mesma sem um rádio flash e ficamos ali, amargurados com aquela lâmpada metida a besta.

Porém, sempre me deixou curioso o fato de que se encontram poucos flashes usados à venda. Geralmente são postos nessa situação quando a pessoa muda de sistema. Exemplo, era Nikon e vai para Canon. Assim, comprei dois exemplares. Pessoas mudando de ares. Mas não porque comprou e se arrependeu. Entretanto, o que se encontra de gente insatisfeita com os pequenos canhões de luz, não é brincadeira. No mínimo curioso, é. Fico refletindo que no fundo, ela acha que um dia faz as pazes com ele. Um dia emagrece e ele venha a caber em sua fotografia. Um dia, dá um reset e ele roda, aliás, procedimento paranormal bastante comum no mundo da tecnologia. E no fim, a pessoa fala, “eu não gosto de flash, prefiro luz natural!”.

Falando sério, uma coisa é certa, há muita vontade de saber usá-lo na praça. Como dizia, não foi diferente comigo.

O que fazer? Estudar, não tem outro jeito. Precisamos entender (mais ainda) sobre a luz. As qualidades da luz, como ela pode se apresentar, sua direção, sua cor, sua intensidade e outras nuances.

Procure livros de fotografia básica e encontrará aos montes. Procure livros de luz e iluminação e o universo já reduz bastante. Desses, muitos esgotados, alguns fora de catálogo, os melhores em inglês. Sobre flash em si, menos opções ainda!

A maioria do que li sobre o assunto está em inglês. Infelizmente.

Saca aquela coisa de “você tem que fazer inglês”? Então, usa-se aqui.

E daí meu universo começou a mudar. Fui tomado de uma curiosidade que conheço em mim. Quando ela me pega, parece que não vou mais parar. Quero aprofundar, saber todos os porquês e finalmente realizar. Foi assim com a música, que não domino por completo, mas me viro muito bem, com fotografia básica mesmo, com teorias psicológicas, filosofia e depois com a luz. Assuntos que me tiraram dos acontecimentos cotidianos.

“Igor, você viu o jogo do Flamengo”. “Não”.

“Mas ele ganhou!” “Que ótimo!”

“Mas ele perdeu!” “Que ótimo!”

Bem assim.

A luz criativa me corroeu a visão de uma “luz natural” na fotografia. Eu quero as duas, a natural mais a do flash! O flash não precisa ser minha luz principal. Posso conjuga-lo.

E quando descobri usar dois flashes? Piração! Piração boa.

Os retratos sobem para outro nível!

Estudar a pintura ajuda muito nesse processo e até para usar somente luz natural a gente fica mais sagaz.

Pintores renascentistas, barroco italiano e holandeses do séc. XIV e XV são grande fonte de inspiração.

Portanto, quero te dizer. Estuda! Você VAI conseguir! Fala sério! Olha para tua fotografia hoje e veja o que já conquistou. Se você se esforça e treina todo dia, tenho certeza que estou me comunicando com alguém que consegue olhar para trás e ver alguma aprimoramento de olhar e técnica.

Por que haveria de ser diferente com o flash?

Tem alguma matemática associada sim, mas no modo manual dos três pilares de exposição da câmera também tem!

No fim, percebemos que as contas passam muito mais longe do que o sentimento. Você fotografa com o coração e o flash é luz nesse coração.

Muita luz pra todos vocês!

Vendi minhas fotos! Com ou sem logotipo?

Não somos aqui nem um site de marketing, tampouco especialistas em análise de mercado. Portanto, as opiniões aqui não refletem o que o mercado pede ou determinados padrões. Mas antes, uma análise de consumidor de fotografias e a minha perspectiva de quem vende.

É bastante comum ver na web a galera vendendo com logotipo. Bem, pelo menos fico sabendo que o trabalho foi pago e lá está o logotipo do fotógrafo em algum lugar da imagem pronto para que o olhar do espectador tropece nele.

Mas isso é legal?

Legalmente falando, nada o impede. Porém, se isso é interessante, já tenho minhas dúvidas.

Os defensores podem com razão argumentar que os pintores assinam seus quadros ou que quando você compra uma camisa de grife, vem lá um jacaré estampado no seu peito e isso é sinal de status, porque esse jacaré define um público e tal. E como vou desmentir isso? É verdade. Picasso assinava seus quadros! Mas, você é Picasso?

Na pintura é comum assinar quadros. Eu realmente poderia aqui começar a quebrar paradigmas. Nem todos os pintores assinavam quadros. Não me recordo de onde fica a assinatura da Mona Lisa. A assinatura dela, fica no seu estilo. O inconfundível estilo de Da Vinci, ou, na pior da hipóteses, de uma época; a pintura italiana renascentista. Se há assinatura, convenhamos, é discreta.

No caso das camisas com jacarés, peixes cruzados ou cacatuas (são cacatuas? Enfim…) já estamos num outro campo. Não é exatamente a arte em questão, mas a publicidade. Não sei se já se deu conta, mas fazemos ou somos impelidos a fazer publicidade para os outros o tempo todo. Para que fique claro, talvez seja melhor distinguir a diferença entre publicidade e propaganda.

Como não pretendo ser teórico de marketing e nem poderia sê-lo, vamos ao popular. Propaganda é quando você paga para veicular sua marca por algum meio (midia em latim). Quando impulsionamos postagem de Facebook ou Instagram, estamos fazendo propaganda. Pagamos por isso.

Publicidade é quando isso sai de graça. Por exemplo, quando você sair do mercado com a bolsa plástica de compras, vai pela rua publicizando aquela marca. De graça. Aliás, você até pagou por aquilo! Entendeu a diferença?

Agora voltemos às fotos. Temos dois modelos, o artístico e o do mercado. E vimos que mesmo no artístico há duas orientações. E agora? Bem, talvez seja mais apropriado usar a empatia.

Colocando-me no lugar do consumidor, não tenho muita vontade ou disposição de fazer publicidade para ninguém. Quando gosto de um produto, comento. Bem, isso é publicidade. O boca-a-boca ainda é a melhor, o mercado sabe disso. Mas não gosto de ser forçado a fazer publicidade. Tem horas inevitáveis e essa é uma estratégia desse próprio mercado. Exemplo é o próprio supermercado. Porém, penso que eu paguei pelo produto, ele é meu. Se eu gostar, faço o boca-a-boca.

Vamos às fotografias, nosso campo de vendas. Entrem nos maiores sites de venda de imagens como o Shutterstock ou o Getty Images e vejam se as imagens vendidas têm logotipo.

Eu entendo quem queira inserir a marca para espalhar sua arte, tornar-se conhecido por aí. Faça isso na sua publicação, dentro do seu Instagram ou meio digital escolhido. Entretanto, não deve ser papel do cliente fazer seu marketing digital. Ele pagou pelas fotos. O produto é de quem comprou. Você inclusive precisa de autorização para estampar a cara dele no seu site/perfil! Ou corre o risco do processo por direito do uso de imagem.

No caso de paisagens, tento não inventar a roda. Vamos aos Mestres. Já viu alguma foto de um grande paisagista assinada? Aliás, já viu de algum grande Meste? Araquém Alcantara, Sebastião Salgado, Cartier-Bresson? Não? Eu também não. Se eles não assinam, porque você assinaria?

“Mas há o risco de roubo!”

Perdoe-me, mas hoje em dia há softwares capazes de arrancar com perfeição marcas d’água que atravessam a foto! Porém, tenha o arquivo original em sua posse e o processo é fácil. Como diz outro Mestre, Clício Barroso Filho, se não quer ter foto roubada, não a coloque na internet. Mas se for colocar, coloque uma foto boa. Ele diz nunca ter perdido um processo desses. Então, voltemos à arte.

Pode ser que camisas e pinturas sejam mais apropriadas aos logotipos e assinaturas, ainda que eu compre camisas boas sem isso e Da Vinci não tenha assinado todos os quadros. Mas penso que logotipo ajude menos que se imagine. Os logotipos têm me feito achar que mais se tratam de iniciantes que de consolidados no mercado. Tá, eu sei, tem uns caras legais que colocam. Um dos que mais admiro, Daniel Freitas, coloca. Mas é o Daniel Freitas!

Então, talvez, só talvez, você não precise. Seja conhecido pelo seu estilo e não pelo seu logotipo! Não parece interessante?

Eu já pus inúmeras vezes e hoje coloco bem raramente e em situações muito pontuais. Como trabalho em uma escola de fotografia que faz eventos para muitos parceiros, me pedem para colocar. Mas busco outro reconhecimento. Procuro um cliente que se interesse em saber quem é e não que marca compra, até porque, esse não é meu público alvo.

 

 

 

 

Ensinar é…

Não sei se já comentei nesse pequeno cyberespaço, mas sou psicólogo de formação. Me apliquei bastante durante a faculdade e depois fiz pós para aprimorar na área clínica. A ideia era enveredar logo para o mestrado e talvez, depois de recuperar a sanidade mental, me jogar no doutorado. O mundo acadêmico me fascinou. E isso tinha nome e sobrenome. Na verdade, nomes e sobrenomes. Tive professores maravilhosos. Professores que ali já me ensinavam a ensinar. Nunca pensei na palavra “didática”. Em tese era, mas para mim eram como textos interpretados com louvor. Ora cheios de cacos, como se diz do improviso no teatro, ora mais amarrado em torno de uma oratória precisa e assertiva. Definitivamente para mim aquilo nunca se tratou de pedagogia, mas de arte. A sala de aula é um palco com presença de público garantida. Eu deveria estar lá.

A vida dá aquelas voltas e eu me mudei. Não a culpo, em verdade sou grato à ela por ter conseguido colocar uma meta pra fora do papel, sair da capital. Algumas perdas, muitos ganhos para quem prefere o estilo mais pacato.

Por aqui, psicologia não chega a ser uma necessidade identificável por muitos (pena) e numa somatória de motivos não listados, profissionalizei-me na fotografia. Em menos de um ano estava eu querendo ensinar alguém a fazer as fotos que fazia. Já eram 15 anos de saber acumulado nas horas de lazer e de repente tornou-se necessário transformar aquilo em aula.

Boa parte do meu prazer está em me perguntar como facilitar uma explicação. Tenho isso há muito tempo e nem sei precisar quando começou. Sabe aquelas rodas de amigos, um fala uma coisa, o outro não entende. De repente tá todo mundo tentando dar sua versão da fala do primeiro para ver se o segundo entende. Eu costumava me dar bem aqui. Minha explicação convencia. Essa lembrança voltou à minha mente há pouco e com ela me dei conta do quanto gostava de explicar.

Não é prazeroso explicar o que nos deixa entediado. Parece óbvio, mas quando a perspectiva do porquê dar aulas é somente o lucro, encontramos vários desses professores na praça. E não sou eu quem me queixo em particular. Aqueles que eu admiro enquanto docentes desabafam o mesmo. Pior, os alunos são os que mais comentam. E me sinto contente quando o fazem comigo pela confiança que depositam em mim, mas estarrecido sobre como pode alguém querer entrar numa seara dessas apenas visando mercado. Até porque, convenhamos, há lugares onde se ganha mais grana!

De qualquer maneira, o texto não é exatamente uma crítica aos maus professores, mas uma ode aos que se empenham nessa arte. Brilho no olhar é a recompensa de um professor. Pagamento maior de sua atividade intelectual, ainda que a valorização desse profissional não deva ser esquecida, porque professores não pagam contas com sorrisos.

Já estive na porta de ser professor de muitas coisas. Inglês, violão (verdade apesar de não mencionado antes), de psicologia, mas acabei sendo de fotografia. Valeu a pena esperar. Sou um artista mais completo e não falo das minhas fotos, lugar onde ainda me sinto (com orgulho) aluno, mas do palco da sala de aula. E mais, com terreno disponível para melhorar.

Um muito obrigado a quem me proporciona isso. Eu precisava dizer.

Indicações para quem precisa de fotógrafos

O tempo vai passando e a gente vai percebendo que o ensino de fotografia mira cada vez mais no que menos importa, equipamentos.

Tá, já falei horrores sobre isso por aqui. Mas fico impressionado. Estamos diante do dinheiro. Papel cédula que em si não tem valor algum, mas simbolicamente é riqueza. Só se faz riqueza quando o trocamos por algo. Nessa analogia, esse equipamento não se faz riqueza pela arte que é capaz de produzir, mas por si só. Parece que ter a bela peça da engenharia se tornou o mote.

Ainda tem muito fotógrafo legal. Mas estão escasseando. Percebi que esses não são aqueles que fazem questão das hashtags #canon #nikon #sony etc. Que se dane o equipamento, na boa.

Esforce-se para encontrar uma máquina ruim e me convença de que a sua é melhor. Mas saiba que quando fizer isso também estará me dizendo que seu trabalho é fruto dos seus gadgets e que sem eles você não seria nada.

Já falou num podcast Clicio Barroso que “fotografia não é diafragma, velocidade e ISO”. Há como não concordar?

Enfim, para quem louva pincéis, a última geração de pincéis lançada na Itália deve ser o que faltava para sua pintura acontecer. Faço votos que pinte a Monalisa com eles.

Mas para todos aqueles que buscam referências artísticas para seus trabalhos, deixo aqui uma bela lista de Instagram de fotógrafos, antigos ou atuais, que fazem a diferença nos seus trabalhos. Perca tempo olhando. Ganhe tempo se instruindo.

@nikpekridis, fotógrafo grego de casamento que foge do “comunzão”.

@luisadorr, a brasileira que fez 12 capas da Time com celular!

@magnumphotos, uma das mais conceituadas agências de fotografia do mundo.

@maxrivephotography, quem gosta de paisagem tem que seguir esse holandês. Ele é atualmente O cara das paisagens.

@stevemccurryofficial, um dos grandes nomes da fotografia mundial.

@timmckenna, havaiano. Fotos de praias, ondas, surf etc. é com ele.

@lee_jeffries fotografa mendigos e população de rua em geral. Tem um olhar todo peculiar. É no mínimo interessante.

@araquemoficial. Araquém Alcântara e dispensa maiores apresentações. Vai lá conferir.

@simonesilverio É referência em ensaios gestante e new born.

@natgeo National Geographic.

@theglobewanderer, fotos lindas pelo mundo.

@lensculture. Novos fotógrafos pelo mundo são expostos ali. Quem sabe não você?

@ilovenorway, traz imagens estonteantes da Noruega.

@discoverearth, fotos lindas e diferentes ângulos do nosso planeta.

@livingonearth, mesma pegada do insta de cima.

@discoverocean, imagens sensacionais dos oceanos.

@ayakovlevcom Alexander Yakovlev. Russo que fotografa balé. Você tem que ver isso antes de imaginar qualquer coisa!

@brasilpb – portal brasileiro de fotos em preto e branco assim como os próximos.

@bnw_legit

@kdpeoplegallery

@bnw_drama

@bnwsouls

@paubuscato – fotógrafo catalão de street que tem a semiótica correndo em suas veias.

@vonwong – esse fotógrafo faz arte e fotografa. Usa materiais de descarte e faz com isso a crítica sobre esse excesso de lixo plástico que produzimos.

@jrluzfotografia – Brasileiro inspirado no fotógrafo acima.

@imoreirasalles – O Instituto Moreira Salles é uma referência na coleção de grandes obras fotográficas no Brasil.

@noir shots – fotos em estilo noir.

@historyphotographed – Fotografias históricas

@lensculture

@karevamargo1 – fotógrafa russa fine art

@life – fotografias da revista Life

@anka.melnikova – fotógrafa russa de ensaios.

@danielfreitasfotografia – um dos melhores Life style do Brasil hoje.

@luzfalada – raramente um fotógrafo divulga sua luz. Esse além de divulgar, desenha.

@juliazarkh – fotógrafa russa com um estilo muito próprio. Aliás, fotógrafas do leste europeu são bem interessantes quando falamos de ensaio, notaram?

@eduardo.asenjo.matus -fotografo de rua chileno que tá fazendo diferente dos demais dentro do estilo.

@blovodchenko_anton – fotógrafo que tem no corpo humano seu suporte artístico.

@guybourdinofficial – fotógrafo de moda dos anos 70.

@joeyldotcom – fotógrafo de cultura com técnica de fotografia de moda.

@albertwatsonphotography – fotógrafo de moda.

@patrickdemarchelier – fotógrafo de moda.

@anka.melnikova – fotógrafa russa de criancas

@julia_kubar – fotógrafa russa de crianças

@yourkidssmile – fotografia de crianças

@marina.porunova – Fotógrafa russa de crianças

@light.shapers – daqueles poucos Instagram que mostram suas luzes.

@olgagladkova – fotografia infantil

E você, tem alguém para indicar? Quem são suas referências? Deixe aqui no seu comentário.

Regras são feitas para serem quebradas

A frase que dá título a esse post foi falada por Steve McCurry. Tá bem, ok. Um sem número de pessoas falam isso, McCurry não foi nada pioneiro. Mas eu ouço constantemente essa frase saindo de sua boca.

Nas minhas aulas de enquadramento e composição, uso um vídeo do YouTube chamado 9 composition tips da COOPH, uma cooperativa de fotógrafos. O vídeo é baseado nas fotos do Mestre e ao final ele profere a sentença, “o mais importante é você fotografar no seu próprio estilo, do seu próprio jeito”.

Gosto de “composition tips”. Tips, do inglês, dicas.

Quando falamos em regras de composição, a coisa toma um ar de cimento. É certo que não foram inventadas pela fotografia. A pintura sempre utilizou e desenvolveu. Tem todo um estudo de leitura de cena, etc e tal. Não se trata de chegar agora e dizer que isso não presta para nada. Seria leviano. Se vem sendo aplicado por tanto tempo é porque funciona. E se funciona, bingo! Vamos usar.

Mas não podemos nos furtar de entender essas leituras. No fim das contas evocam ideias, sentimentos, sensações e servem para isso mesmo. Mas muita gente aprende essas regras como se essas fossem regras morais. Calma lá! Se sua foto está emocionando em uma composição diversa, então danem-se as regras usuais. Não se esqueça, estamos ali para comunicar. O que você quer comunicar? Se a resposta para isso está clara na sua fotografia, então objetivo alcançado. Essas normas de composição servem para facilitar a leitura do quadro. Mas se está óbvia a leitura do seu enquadramento sem qualquer uma dessas regras formais, ótimo.

Estamos mesmo num momento onde as formas têm se sobreposto ao conteúdo e isso está sendo feito sem nenhuma reflexão. Sua cerveja preferida é a do pinguim? Ok, acerte o sabor dela num teste cego e me prove que sua predileção é pelo seu sabor, suas características organolépticas e não pela sua popularidade.

Obs: Já fiz isso na minha família 4 vezes e ninguém acertou.

Não beba marca, beba conteúdo. Não consuma regras pelas regras, utilize-as quando servirem à sua comunicação.

Poderíamos mostrar dezenas de fotografias que estão na regra dos terços, mas não estão comunicando nada e outras tantas que gritam alto sem estarem em alguma organização formal.

Se eu utilizo regras de composição? Evidente que sim! Muito naturalmente e em pelo menos 95% das minhas fotografias.

A bandeira aqui não é pela sua extinção, mas pelo seu olhar, fotógrafo. Comunique-se. Você é um artista visual e não um matemático!

Use a matemática quando ela te servir, mas não sirva à ela enquanto for artista sob pena de ter seu olhar encapsulado.

Fotografia de cinema

Antes de entrar em contato mais profundo com a fotografia costumamos separar fotografia de cinema. Lembro-me de quando ouvia falar de direção de fotografia em um filme eu ficava muito perdido. Que fotografia? Inicialmente pensava que eram aquelas fotos oficiais que serviam para divulgar o filme e também aquela que ia para o cartaz. Só não entendia como poderia existir um destaque tão grande para aquilo. É uma das categorias de festivais de cinema por toda parte!

Quando comecei a estudar a arte fotográfica mais a fundo me dou conta que vídeo é fotografia. Em sequência e num ritmo tal que gera o movimento. Fiquei maravilhado com uma campanha que tinha no metrô rio certa feita nos idos anos 2000. Acho que era de uma marca de refrigerantes. Não ficava na estação, mas dentro do túnel. Era uma sequência de fotos. Muitas, dezenas ou centenas uma ao lado da outra dispostas de tal maneira que com a velocidade do trem quem estava dentro enxergava um filminho sobre o produto. Genial!

A fotografia no cinema é o olhar fotográfico da cena. O diretor de fotografia conduz a maneira como o espectador vai “ler” o que se passa na grande tela. Ele dá o humor através de cores, composição e enquadramento. É como sair para fotografar e não deixar de enxergar nenhum passo que se dá sem “desatar” o olho da ocular de sua câmera.

Faz muito bem enquanto exercício fotográfico ver filmes prestando atenção às escolhas do diretor de fotografia. Ângulos de câmera, colorização da película, organização dos elementos no quadro, como aquela estória foi contada.

Eu não ia escrever sobre isso hoje, mas deparei-me com o belo vídeo clipe “Despedida” do violonista Luis Leite. Além da excelente música, uma peça linda em violões de aço e nylon, a fotografia do filme é inspiradora. Com belíssima composição e um jogo lindo de luz e sombras ambientado em um antigo casarão do Cosme Velho, bairro tradicional do Rio de Janeiro, a cineasta Paula Dante simplesmente brinca com nossa imaginação e nos dá uma aula de sensibilidade.

Fica aqui o link para o vídeo:

Despedida – Luis Leite

Bons estudos!maxresdefault

 

 

Releituras fotográficas

A história da fotografia, apesar de não ser tão extensa quanto a da arte, já nos brindou com dezenas de mestres a quem devemos conhecer e podemos nos inspirar.

Existe uma enorme importância em ver fotos para que possamos fotografar bem.

Aqui vou te dar alguns nomes para você visitar as obras de alguns desses expoentes da arte fotográfica. Com uma rápida busca no Google, somos capazes de achar todos. Não quis aqui restringir a história da fotografia a esses nomes, são só alguns expoentes e muitos ficaram de fora. A ideia aqui não é tanto honrar suas memórias, ainda que devamos fazê-lo sempre que possível, mas começar a aguçar nossa curiosidade para aqueles que fizeram com que hoje estejamos aqui estudando a arte fotográfica.

“Não fazemos uma foto apenas com uma câmara; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.”
Ansel Adams

“A câmara é um instrumento que ensina a gente a ver sem câmara.”
Dorothea Lange

“Se uma foto não está suficiente boa, é porque você não se aproximou o suficiente”
Robert Capa

 Ou você tem uma fotografia que ela sozinha conta a história sem legenda, sem nada, ou você não tem a fotografia.”  Sebastião Salgado.

“Pode ser uma armadilha para o fotógrafo pensar que suas melhores fotos são aquelas que foram mais difíceis de capturar.”
Timothy Allen

“Minha fotografia é resistência da memória”.
Araquém Alcântara

“Não estou interessado nas regras, a fotografia não é um esporte”. – BILL BRANDT

“Não tiro fotos da vida como ela é, mas de como eu queria que ela fosse”. – ROBERT DOISNEAU

“Uma boa foto é aquela que abre sua imaginação, que traz emoção”. – Martine Franck

“Minha melhor foto é aquela que não fiz”Orlando Azevedo

“Acredito sinceramente que há coisas que ninguém veria, se eu não as tivesse fotografado”Diane Arbus

“Fotografar, é colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração.”
Henri Cartier-Bresson

Outros grandes fotógrafos que não achei frases ditas por eles, mas suas fotos dispensam palavras.

Vivian MaierVivian nasceu em New York em 1 de fevereiro de 1926, filha de mãe francesa e pai austríaco. Suas fotografias só foram descobertas algum tempo depois de sua morte por um sortudo que comprou alguns filmes não revelados num leilão.

Steve McCurryUm mago das cores e o dono da foto mais famosa entre todas as capas da National Geographic

Helmut Newtonfoi um fotógrafo de moda alemão, naturalizado australiano, famoso por seus estudos de nus femininos e pela dramatização da sensualidade.

Walter FirmoAutodidata, iniciou sua carreira como repórter fotográfico no jornal Última Hora, no Rio de Janeiro, em 1957.

Elliot Erwittpublicitário e fotógrafo documental franco-estadunidense conhecido por suas fotos em preto e branco, cheias de ironia e em situações absurdas.

Pierre Verger Nascido em Paris no dia 4 de novembro de 1902, filho de uma abastada família de origem belga e alemã, Pierre Verger chegou à Bahia em agosto de 1946. A partir de então, dedicou sua vida ao estudo da forte e complexa relação existente entre a África e a Bahia. Era Antropólogo também.

Imagine só você poder fazer uma releitura de uma fotografia de um desses grandes mestres!

É um grande exercício e também  incentivo à ver fotografias de boa qualidade.

Uma releitura deve partir de um princípio básico, o que o autor quis dizer com a foto. Independente da licença poética que podemos ter para com cenários e até mesmo alguma composição, o que a foto original fala deve estar lá, na releitura.

Mas parte do exercício reside em tentar entender a luz que o autor usou, sua direção e intensidade, o enquadramento e a composição do que está sendo visto.  Muitas vezes é o momento possível para ter determinada cena no quadro que está lá representada e talvez não tenha havido possibilidades do fotógrafo pensar muito, caso contrário, perderia os fatos. Outras tantas vezes, a organização dos elementos no quadro foi milimetricamente pensada e possivelmente isso deve querer dizer algo. O que será?

 

Não seja apressado e divirta-se!

 

A pasteurização do olhar

Conversava ontem com uns alunos sobre o olhar fotográfico no ramo de eventos e nos ensaios. Já há algum tempo, esse mercado investe no que chamam de fotojornalismo. Em suma, o fotógrafo pede menos poses e entre brincadeiras, músicas ou, para usar palavras “científicas”, rapport, apossa-se de momentos de descontração. Um riso, um olhar, a expressão que capture a pessoa que está atrás da persona do “eu fotografado”. Foi muito bacana ver técnicas de um lugar específico da fotografia, frequentar outros. Ainda que de maneira adaptativa, mas tentava-se ser menos mecânico, mais natural.

Evidentemente, uns vão se destacando mais que outros e referências vão surgindo. Efeitos gráficos em pós-produção vão visando deixar o ambiente com cara de simples e aconchegante enquanto tons mornos e quentes vão te levando a sensação de aconchego.

As “cores de outono”, de algum outono, vieram para ficar. Elas causam essa sensação. Toda árvore passa a produzir tons de plátano caminhando para o inverno. Se você não faz ideia do que seja um plátano, está enganado. Plátano é aquela espécie de árvores cuja folha estampa a bandeira do Canadá e cuja folhagem no outono assume tons que vão do amarelo ao violeta. Até os cactos aqui da região do lagos do Rio de Janeiro andam assumindo essa coloração um tanto excêntrica para o clima tropical.

A estética é bonita e viciante. Logo que se puser a pensar sobre isso vais chegar numa encruzilhada já antes tratada por aqui, qual seja, por que a fotografia deveria ficar presa a uma suposta realidade. Eu geralmente falo disso quando o assunto é pós-produção, principalmente para aqueles mais puristas que acham que a foto deve retratar o “Real”. Não mudei de opinião. Não acho que podemos fotografar o Real e nem que deveríamos busca-lo insanamente, claro, em se tratando de eventos e ensaios.

Tente me entender, não estou neste momento questionando a validade do tratamento, mas sim do olhar – novamente.

No Brasil temos três profissionais que nos últimos dois anos ganharam a massa de fotógrafos com seus estilos, Américo Sperandio, Allan Elly e Robson Kunz. Quero frisar que eu admiro o trabalho deles e não tenho absolutamente NADA contra os mesmos. Pelo contrário, já até tentei estar num workshop do Américo há uns dois anos em Niterói, mas acabei não conseguindo ir. Todos os três têm canal no YouTube e ensinam algumas de suas técnicas. Todos os três fazem workshops. Todos os três são bem sucedidos como fotógrafos e professores, ou seja, têm muitos alunos.

O problema não reside neles, mas naqueles que tentam ser eles! Comercialmente deve ser ótimo para os três, artisticamente, desafiador.

Não estou colocando todo mundo no mesmo saco, mas me permito alguma generalização porque eu como professor acabo tendo contato com muito mais fotógrafos que teria se não fosse, pois meus alunos me trazem suas referências e eu quero conhecer.

Como dizia, ontem alunas minhas trouxeram várias referências da região em que moro, paramos para ver todas. Algumas gostei, outras não. Entretanto, TODAS eram quase clones do Américo Sperandio. Num determinado momento me dei conta de que elas não conheciam a obra do Américo e o apresentei para elas. Elas adoraram, mas ao mesmo tempo murcharam e se decepcionaram com as referências que trouxeram. Entenderam o quanto eles eram apenas uma cópia do mais famoso. Não havia como negar. Estava tudo lá, das expressões faciais, às poses, ao minimalismo no meio de uma sequência, às cores de outono em qualquer época do ano, tudo! Não sobrava nada autoral.

E aqui estamos discutindo sobre o que é referência e o que é cópia.

Muito natural é quando estamos começando, copiar coisas de nossos mestres. Os admiramos, os vemos como algo à alcançar, querer ser igual. Uma admiração paternal e até certo ponto saudável. A linguagem fotográfica que nos guiará por determinado momento é a de nossos mestres. Mas aquele que não traz seu mestre consigo e o coloca para conversar com outras referências dentro de sua obra, está apenas industrializando arte. E digo mais, é difícil imprimir seu olhar na fotografia. Possivelmente precisará de anos! Eu mesmo estou em busca do meu e dezenas de vezes me vejo tentando resultados parecidos com de meus mestres. Faço dessa escrita menos acusatória e mais analítica. Entretanto, nunca morre em mim a vontade de me diferenciar, fazer algo que tenha o sal daqueles que me inspiraram, mas que tenha sido cozido e preparado por mim. Para isso, vou buscando referências para além do mesmo estilo.

Passe 30 minutos no Instagram de um desses três grandes fotógrafos que citei e depois passe a visitar os fotógrafos de eventos que conhece e veja quantos estão apenas reproduzindo um modelo. Quando o fotógrafo não coloca algo novo no mercado, não produz demanda do cliente. Como vai querer que este aceite algo diferente se tudo que ele conhece são essas cenas? Estamos fazendo life style ou impondo um life style no ensaio dos outros como se todo mundo tivesse que ser retratado como a família do comercial de margarina?

O teu estilo precisa de você e enquanto você não voltar pra “casa” inebriado com o estilo dos grandes, mas consciente do arrebatamento que aquela arte te trouxe e assim transformar a EXPERIÊNCIA em algo seu, não passarás de uma máquina de fotocópias.

Como fotografaremos no futuro?

Cada vez mais ir às ruas com uma câmera fotográfica nas mãos tem se tornado um problema.

Na mesma época em que bilhões de fotos aterrissam nas redes sociais todos os dias, uma fotofobia de ser fotografado por alguém cresce. Justamente por saber que, invariavelmente essa foto vai para a internet. Claro, com bilhões de outras juntas e nos achamos importantes demais ao pensar que o mundo parará mais que 3 segundos justamente na nossa. Não quero entrar aqui na questão de direitos autorais porque não quero perder a sensação que o ato causa de vista.

Outro grande problema ao ir para a rua fotografar é a insegurança. Moro num lugar onde ainda é possível sair com a câmera nas ruas, pelo menos em determinados horários. Mas ontem, uma viatura da polícia embicou exatamente onde eu estava fotografando com alunos, no centro da cidade num calçadão central entre duas pistas. Alguns alunos por entre os dentes diziam, ” vão perguntar o que estamos fotografando”. Mas foi pior. Os simpáticos polícias vieram nos alertar sobre o perigo de estarmos ali pois, “um vagabundo poderia passar ali e levar as máquinas”. Ele não estava errado, ainda que eu estivesse por dentro me indagando sobre a função de segurança que a polícia deveria exercer. Mas esse é papo para outro blog. Ainda assim, a sensação continuou azeda.

Os celulares têm tomado o espaço na fotografia. Aliás, eles já são de longe o equipamento fotográfico mais usado e com ele nos sentimos um pouco mais seguros para fotografar do que com uma câmera maior, ainda que alguns modelos daqueles custem mais que estas últimas. Sua portabilidade e conexão imediata com a internet fazem dele, dito por alguns grandes fotógrafos da atualidade, o futuro da fotografia profissional.

Não há problemas nisso. Se o resultado final alcançar o que faz câmeras maiores, que seja. Já vimos isso no mundo da fotografia. O analógico perdendo para o digital.

O modo de fotografar pode ser que mude radicalmente. Não sabemos como o celular fará para nos dar tantos controles. O que se desenha é que seja tudo via touchscreen como algumas câmeras já possibilitam.

A fotografia em modo manual não será tão rápida. Como ser rápido usando um só dedo no touchscreen?

Não consigo imaginar, mas acredito que vá acontecer.

O que o futuro da fotografia nos reserva é uma incógnita. Como vamos passar a segurar uma câmera e mexer em seus comandos, idem.

Sabe o que não mudará jamais?

O olhar fotográfico. Tenho quase certeza que ainda precisaremos de você atrás do dispositivo, enquadrando e compondo.

A música já passou por essa transformação. Hoje em dia há softwares que te permitem fazer música de maneira minimamente decente sem que se precise saber como tocar uma única nota. Vai tudo no feeling. Apesar das mudanças, ainda precisamos de compositores.

Portanto, não se apegue tanto às suas técnicas. Abasteça o seu olhar. Melhor dizendo, não seja um tecnocrata da foto, escolha ser artista.